Papo design em homenagem a Sérgio Rodrigues

Noite de papo design com Fernando Mendes homenageia a obra e a vida de Sérgio Rodrigues no espaço AZ

Sérgio Rodrigues e Fernando Mendes (Foto: Luciana Whitaker/Folhapess)

Sérgio Rodrigues e Fernando Mendes (Foto: Luciana Whitaker/Folhapess)

Não é apenas a LinBrasil que vai abrir seu armazém para homenagear o mestre do design nacional, nosso Armazém também abrirá as portas para um tributo a Sérgio Rodrigues. Um papo design sobre a obra e a vida de Sérgio vai tomar conta da Sala Conceito do Armazém da Decoração nesta terça-feira (31) com a participação mais que especial do primo, amigo e discípulo do mestre, Fernando Mendes.

Fernando e Sérgio compartilharam, além do parentesco, a paixão pelo design.  Primos, Sérgio e Fernando acabaram firmando uma parceria que durou até a morte do mestre do design. Conhecido por desenhar somente o que queria, Sergio Rodrigues abriu espaço em sua criação para a entrada de Fernando Mendes. Os dois trabalharam juntos durante sete anos, mas não se separaram a partir de então.

Da última parceria da dupla, em 2013, nasceu a mostra Diálogos composta por uma coletânea de peças criadas por Sérgio e produzidas por Fernando. Após sua morte, Fernando tem participado ativamente das homenagens ao designer, como acontecerá amanha.

Atualmente, cerca de 50 criações de Sérgio são licenciadas para que o atelier de Mendes possa produzi-las, assim, o arquiteto poderá desvendar algumas histórias por trás das peças.  “Ele era mais sentimento e menos racionalidade”, relembra Fernando sobre o trabalho do primo.

As peças de Sérgio Rodrigues ficarão expostas na loja durante 15 dias para que os amantes do trabalho do designer bem como os estudiosos da área possam conhecer de perto a beleza de um Sérgio Rodrigues.

Exposição Mudeu Casa Brasileira em São Paulo

Exposição Mudeu Casa Brasileira em São Paulo

Poltrona Tonico (Foto: Marcus Camargo)

Poltrona Tonico (Foto: Marcus Camargo)

Poltrona Kilin  (Foto: Marcus Camargo)

Poltrona Kilin (Foto: Marcus Camargo)

Poltrona Diz  (Foto: Marcus Camargo)

Poltrona Diz (Foto: Marcus Camargo)

 

Tributo ao mestre nacional do design

LinBrasil prepara tributo a Sérgio Rodrigues então guardem a data

Sérgio Rodrigues

Há 88 anos do nascimento de Sérgio Rodrigues e menos de um de sua morte, Linbrasil presta homenagem ao designer brasileiro durante a Semana de Design de Milão, que este ano acontece entre os dias 14 e 24 de maio. Durante o evento, serão apresentados os icônicos projetos modernistas que transformaram Sérgio no mestre do design nacional.

O versátil arquiteto liderou o design de vanguarda brasileiro na década de 1950 e produziu obras que nunca mais serão esquecidas. A qualidade e elegância das peças desenhadas há mais de 50 anos aliadas a atemporalidade de seu trabalho fazem de um ‘Sérgio Rodrigue’ um objeto de luxo em qualquer tempo.

A LinBrasil se dedica à produzir exclusivamente a obra do grande mestre do mobiliário moderno brasileiro. Os móveis são internacionalmente aclamados e foi por isso que a empresa decidiu fazer uma homenagem póstuma ao seu criador. É claro que não havia lugar melhor para o tributo que a maior feira de móveis do mundo, sediada anualmente na cidade italiana do design: Milão.

Para os que poderão conferir esse tributo de perto, guardem a data. A Milan Design Week 2015 está chegando e as peças do nosso designer estarão lá.

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Design é Meu Mundo / Poltrona Diz

O conforto e a elegância da Poltrona Diz, de Sérgio Rodrigues

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Nós, do Blog AZ, não nos cansamos de falar de Sérgio Rodrigues e não é pra menos, o arquiteto precursor do design brasileiro moderno deixou um patrimônio mobiliário de tirar o fôlego. A fama das peças criadas por Rodrigues veio não só pela sua qualidade e beleza, os móveis traduzem bem a cultura nacional por meio do que o próprio designer chamou de “acentuação da brasilidade”.

A madeira aliada ao design feito para que a pessoa fique “à vontade” fez das peças de Sérgio Rodrigues as mais cobiçadas do mobiliário nacional. No mundo, Sérgio passou por um momento de valorização de seu trabalho e a Poltrona Mole – criação mais famosa do designer – faz parte do acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa).

A poltrona passou por um processo histórico e podemos encontrá-la em três modelos diferentes. A primeira Poltrona Mole foi criada em 1957 e tinha uma estrutura mais rígida. A segunda versão foi a que foi mandada para a Itália, em 1961. Depois veio a versão “Moleca”. O detalhe interessante é que a poltrona ficou um ano na loja, exposta, sem que ninguém a comprasse.

Segundo o próprio Sérgio, as pessoas diziam “Imagina, essa loja que começou muito bem, agora entrou na galhofa, está fazendo essas brincadeiras assim, uma estrutura de madeira que tem em cima um almofadão que mais parece um ovo estalado. Deve ser uma cama de cachorro”. Agora a Mola é objeto de desejo no mundo do design.

Marcada por linhas esculturais, com design elegante, visualmente leve e excepcionalmente ergonômica, outra peça dessas feita para ficar a vontade é a poltrona Diz. Quem senda no móvel se deixa escorregar na madeira e encontra posições bem confortáveis – mesmo que a peça não tenha nenhuma estrutura almofadada em seu acabamento. Mais jovem que sua colega Mole, a poltrona foi criada em 2002 e é um dos itens mais disputados na R 20th Century, loja de design situada no badalado bairro Tribeca, em Nova York.

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Fotos: Marcus Camargo

Design é Meu Mundo: Poltrona Tonico de Sérgio Rodrigues

Sérgio Rodrigues e Fernando Mendes trouxeram uma criação do mestre do design criada ainda na década de 1960

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Nunca é demais falar de Sérgio Rodrigues, agora falar de desenhos do mestre do design na produção de Fernando Mendes, outro grande nome da arte do mobiliário, é um assunto necessário. Fernando Mendes se descobriu primo de Sérgio Rodrigues quando era ainda estudante de Belas Artes na Universidade Federal do Rio de Janeiro e Arquitetura nas Faculdades Integradas Bennett.

A descoberta uniu a família tanto na vida quanto no trabalho. Sergio Rodrigues abriu espaço em sua criação para a entrada de Fernando Mendes. As formas torneadas da madeira nos desenhos de Sérgio, conhecido por traçar apenas aquilo que queria, não eram nada próximo ao modismo do design mobiliário da década de 1960. Seu estilo único o consagrou e algumas de suas peças foram recentemente produzidas em parceria com Mendes.

Fernando Mendes trabalhou no estúdio Arquitetura e Design de Sergio Rodrigues por sete anos, entre 1993 a 2000, onde colaborou no detalhamento e no acompanhamento de produção de móveis e em 25 construções em madeira. Com atelier próprio, o designer não parou de trabalhar com Sérgio. Peças desenhadas por Rodrigues e produzidas por Mendes trouxeram de volta alguns móveis originais da década de 1960, como a Poltrona Tonico.

A poltrona Tonico é ainda dos tempos quando o designer assinava seus trabalhos pela Oca e Meia Pataca, empresas de Sergio Rodrigues dos anos dourados. Criada em jacarandá maciço com assento e encosto revestido em tecido e apoio de cabeça em couro (de várias cores), a peça é inspirada própria poltrona Mole – possuem uma proposta de conforto semelhante. O nome foi uma homenagem a uma pessoa especialmente querida por Rodrigues, seu cunhado Antonio Mattos, por isso a poltrona foi batizada de Tonico.

(Foto: Marcus Camargo)

(Foto: Marcus Camargo)

Linha Tajá: Sérgio Rodrigues

Muita cor nesse verão com móveis de Sérgio Rodrigues reeditados pela Butzke

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Os traços sóbrios e modernistas de Sérgio Rodrigues no design mobiliário não o impediram de trabalhar com as cores e foi assim, alegre e carnavalesca, que a família de móveis Tajá foi reeditada em 2012 pela Butzke. A família Tajá original foi criada em 1978 por Sergio Rodrigues, composta de poltrona, sofá de dois lugares e cadeiras de diferentes tamanhos.

Nem precisamos lembrar que nosso eterno mestre do design ficou conhecido por traçar a identidade do mobiliário brasileiro. Rodrigues, que nos deixou no final de 2014, costumava dizer que o móvel não é só uma peça. “O móvel não é só a figura ou só o material de é composto, é sim alguma coisa que tem dentro dele. É o espírito da peça. É o espírito brasileiro. É o móvel brasileiro”, dizia.

Sua poltrona, que hoje é destaque de nosso Blog AZ, foi reeditada nas madeiras Jatobá e Nogueira com tecnologia EPS, que exclui a necessidade de manutenção e assegura a beleza visual dos produtos, além da Laca nas cores: amarelo, azul, verde, vermelho e laranja. Trazer cor para casa nesse verão é ainda melhor quando o colorido vem assinado pelo mestre do design nacional.

Design é meu mundo: Aparador Bianca

Sérgio Rodrigues deixou uma coleção de criações atemporais que podem ser encontradas no Armazém da Decoração

Bianca
Já dissemos aqui que o conceito de brasilidade está estampado na obra de Sérgio Rodrigues e não é mentira. O mestre do design trabalha com criações sofisticadas que deixam transparecer o estilo brasileiro de ser. Seu trabalho começou na arquitetura quando se formou em 1952 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Entrou no design quando percebeu que arquitetura não pode se restringir apenas aos espaços externos e edifícios. Foi com esse interesse que Sérgio fundou a Indústria Oca em 1954, um dos estúdios de arquitetura de interiores e cenografia mais importantes do mobiliário brasileiro. Suas criações na Oca e após o fim da empresa somam cerca de 1.200 modelos de móveis.

Uma dessas peças, que é tema do nosso primeiro Design é Meu Mundo de 2015, é o Aparador Bianca. O desenho original da peça foi esboçado por Sergio Rodrigues em 1993 e relançado em 2005. O aparador tem estrutura em painel de madeira com encabeçamento e gavetas maciças. A peça pode ser encontrada em duas opções de tonalização. Pés torneados e puxadores em inox com acabamento acetinado fazem de Bianca um mobiliário atemporal.
Comoda Bianca

X de Xibó

Sérgio Rodrigues

ALPHABETO AZ (redes sociais) X
O mestre do design abre mais uma letra no Aphabeto AZ, porque não tem outra peça tão perfeita para caber em nosso X. Design sofisticado e traços modernistas é escola de Sérgio Rodrigues. O carioca direcionou seu trabalho para o design mobiliário quando começou a dar mais atenção à arquitetura feita no interior. O designer dizia que um prédio que não se preocupa com as partes internas é apenas uma escultura.

Ao contrário dos que desenham apenas por desenhar, Rodrigues o fazia por paixão. O carioca orgulhava em dizer que nunca criou um móvel por encomenda, já que todas as suas peças tinham que lhe emocionar. A inquietação do designer ajudou seu lado criativo e Sérgio transformou seu trabalho em uma das mais admiráveis expressões do design nacional.

Entre os trabalhos da década de 1960 e as releituras dessas peças produzidas nos anos 2000 pela LinBrasil nasceu a Poltrona Xibó. A peça, que começou a ser esboçada na década de 1990, é uma versão masculina da Poltrona Killin. A finalização da poltrona contou com o auxílio luxuoso de seu primo e discípulo Fernando Mendes que pegou os antigos desenhos de Rodrigues e os trouxe à vida. A poltrona foi estruturada em freijó natural ou tonalizado, mas o chame ficou mesmo por conta do couro. O assento e encosto foram revestido de soleta e couro natural preto.

Black Friday aterrissa no Armazém da Decoração

O Armazém da Decoração está com 20% de desconto em peças de seu showroom durante todo o dia 28 de novembro – no Black Friday

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Black Friday é uma tradição que começou nos Estados Unidos e está se espalhando pelo mundo. Em terras norte-americanas o fenômeno acontece todo ano na sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças (thanksgiving). A origem do termo Black veio da Filadélfia, onde eles atribuíam a cor preta para descrever a grande quantidade de pedestres que trafegavam nas ruas após o Thanksgiving.

Outra explicação era a cor antes usada pelos contadores, quando os cálculos eram feitos a mão. Neste período, utilizava-se a caneta vermelha para descrever a imensa saída de dinheiro. Atualmente é comum dizer que “está no vermelho” para descrever uma situação de pouco dinheiro. Essa condição seguia durante todo o ano até a sexta-feira do Thanksgiving, quando as lojas vendiam tanto que passavam do vermelho para o preto.

Encurtando toda essa história, o fenômeno se traduz em duas simples palavras: baixos preços. Quando o mercado brasileiro adotou a Black Friday os consumidores, com razão, passaram a desconfiar – poucos produtos realmente baixavam seus preços. Assim, quando o Armazém da Decoração decidiu entrar na onda da Sexta-feira Preta, o fez ao estilo bem americano, ou seja, com preços realmente baixos.

A partir de amanha – e só amanha – a loja está com 20% de desconto à vista em peças de Sérgio Rodrigues e Aristeu Pires bem como nas marcas Decameron e Kartell. Vale a pena conferir o resultado desta cultura de promoção no Armazém da Decoração.

Banco mocho completa 60 anos com edição de luxo

2014 celebra os 60 anos da primeira criação do mestre Sérgio Rodrigues e o banco Mocho é reeditado em edição de luxo

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Completar sessenta anos e manter o frescor particular a uma novidade é privilégio de poucos clássicos. Quando o assunto é design e o criador é Sergio Rodrigues, seis décadas representam a flor da idade para móveis atemporais que não se rendem a modismos. Para celebrar os 60 anos da primeira criação do Mestre do Designer, o Banco Mocho (1954), a empresária Gisèle Schwartsburd, da LinBrasil, armou uma edição limitada, numerada em baixo relevo e assinada de próprio punho pelo designer.

A peça esta disponível para venda desde o dia 22 de setembro, quando a Dpot fez lançamento, em São Paulo, de uma mostra retrospectiva da carreira do designer sob curadoria de Baba Vacaro. Serão apenas 60 peças do simpático banquinho da leiteira, que devem ser disputadas por colecionadores do mundo inteiro. A edição luxo do banco Mocho foi confeccionada em Cabreúva (madeira de lei nativa, cerrada há mais de 20 anos) com acabamento em óleo de linhaça.

De acordo com a empresária da LinBrasil, Giséle Schwartsburd, o Banco Mocho é uma interpretação do banco popular usado na ordenha de vacas. “A peça única, torneada e esculpida com pés torneados é um móvel que parte das raízes culturais e revela toda sua particularidade e, por isso, merece a nossa reverência”, completa Gisèle.

O preço da peça pode ser obtido por consulta e 10% da renda dos banquinhos será revertida para o Instituto Sérgio Rodrigues, que concentra o acervo do artista. Eventos no Rio de Janeiro e em Nova York também integram a programação da edição comemorativa.
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 Fonte: Blog AZ em parceria com assessoria de imprensa

Sérgio Rodrigues e suas obras

O mundo perdeu uma das maiores expressões do design nacional, mas o trabalho de Sérgio Rodrigues não deixará que seu nome se perca no tempo

Sergio Rodrigues na Poltrona Mole

Sergio Rodrigues na Poltrona Mole

Hoje completa uma semana que o Brasil se despediu do mestre do design nacional. Sérgio Rodrigues foi para o design o que Machado de Assis foi para a literatura, Tom Jobim para a Bossa Nova e Oscar Niemeyer para a arquitetura. Um homem a frente de seu tempo, Sérgio deixou para trás uma coleção imensa de peças de mobiliário, responsáveis por manter seu nome vivo mesmo após sua partida.

É impossível falar das peças de Sérgio Rodrigues sem se lembrar primeiramente da Poltrona Mole. O carioca fez nome no Brasil e no mundo com a icônica poltrona. Mole é a representação do conforto ao estilo brasileiro, com a elegância ao estilo de Sérgio. Em 1957 o designer deu vida à poltrona que marcaria sua carreira. Produzida em madeira jacarandá e revestida em couro, a peça faz parte do acervo do Museum of Modern Art de Nova York (MoMA).

Outro clássico contemporâneo de Sérgio foi a poltrona Stella. Criada em 1956 e reeditada em 2001 a poltrona esculpe belos assentos em couro e tecido suportados por uma estrutura em madeira Jacarandá. Como em tudo o que faz, Sergio Rodrigues soube imprimir elegância em uma peça cheia de diversidade.

Sérgio Rodrigues é sem dúvida uma das maiores expressões do design nacional e como o arquiteto sabe mesmo se expressar, tinha a mania de colocar o mundo do design de ponta-cabeça. A Poltrona Voltaire, criação sua de 1967, é a prova literal dessas reviravoltas. A peça foi a releitura que Sérgio deu para as clássicas Poltronas Bergére.

Para aqueles que ainda não conseguiram fazer a conexão, vai uma dica: incline a cabeça em 180º e tanta achar em Voltaire traços dos clássicos designs inspirados na época de Luis XV. Projetada em madeira tauari, a Poltrona Voltaire é quase que uma brincadeira entre o iluminista Voltaire e o absolutista Luis XV, entre o clássico e o novo. Criativo e inovador, Sérgio Rodrigues deu ao clássico uma linguagem bastante.

Inteligente e de humor refinado, Sérgio imprimiu em seu trabalho o estilo bem brasileiro e seu brilhante talento. O mestre se foi, mas deixou para a história peças atemporais, verdadeiras obras de arte que não deixarão seu nome se perder no tempo.

Poltrona Stella

Poltrona Stella

Poltrona Voltaire
Poltrona Voltaire